quinta-feira, 19 de maio de 2011

Nostalgia

Tudo o que me lembra Brighton & Hove acaba em nostalgia... Nas telas de cinema até mesmo o tosco  'London to Brighton'  ( http://www.l2b-themovie.co.uk/ ) me deixa com lágrimas nos olhos. No Youtube a nostalgia é duplicada, quando rever Brighton significa lembrar de Oasis também : http://www.youtube.com/watch?v=oMqt64JVvMA&feature=related .


O frio úmido de Petrópolis (com sensação térmica abaixo de zero) instiga o retorno ao Reino Unido. Mas não há nada mais difícil do que desunir.  E a família: como fica?
Escutar Kings of Leon, Morrissey e The Kooks  pode não ser nada muito 'cult', mas remete aos poucos meses que estive por lá, suportando o frio seco, queimando a face, mas preservando os ossos que aqui tremem pedindo calor.

Sem mais delongas, digo que não há muito o que fazer a não ser relembrar... Fica somente um 'plus' para assistir no fim de semana e eu não deixo de compartilhar:

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Buraco negro

Este é um post breve, porque em pouco tempo esse blog deve acabar, mas como sou defensora da transparência, aqui fica o aviso. Em um mundo onde todo mundo se trai eu faço questão de ter a decência de informar que já não apresento garantias: qualquer hora vou embora mesmo.

O motivo? Bom, é difícil definir, talvez o clichê de que 'tudo acaba' caiba aqui.
Fato é que este espaço virou uma espécie de 'buraco negro' onde coloco todas as minhas insatisfações e reclamo, reclamo, reclamo... Um saco!

Já pensei em transformar tudo isso aqui, mudar o nome ou o enfoque, mas não é o caso: continuaria insatisfeita e acabaria 'fazendo bico' de novo. Então, 'That´s (almost) it!'

Há quem diga que é impossível perder o que se tem, já que a gente só perde  mesmo o que não era, de fato, nosso. Será que perdi? Não sei, mas fato é que sinto falta de muita coisa que vivi em Brighton, such as:


Dizer 'hi' e 'bye', de falar em inglês, não apenas cantar...
Sorrir para os indianos (quase sempre simpáticos ao extremo)
Comer diferentes frutas cristalizadas todas as semans ( nada de só passas, ameixas e damascos)
Ir para lá e para cá nas mesmas ruas (sem ligar para o que vão pensar)
Deitar nas praças e passar o dia inteiro lendo ou não lendo ( não importa)
Conseguir um trabalho para bancar o dia de ócio
Ficar na praia sozinha, sem ter que se comparar com os bumbuns ao lado (?)
Dizer 'not to bad' para expressar que estava tudo bem
Entrar na Body Shop e tentar entender como conseguem vender cremes tão fedorentos
Ouvir os podcasts da BBC em frente aos estudios da BBC  (sonhando com o 'impossível')
Sair sem o I pod, sabendo que em quase todas as ruas ía encontrar um buskler pra me entreter
Não falar com ninguém por dias (e se me achasse anti social whatever!)
Conversar com desconhecidos e perguntar sem temer estar sendo chata.

Na primeira vez que fui à Seven Sisters juntei pedrinhas para escrever 'SAUDADES' e tirar uma foto pra mandar para o Brasil. Não farei a mesma coisa, porque já não sei se tenho saudades do Reino Unido, mas de estar em outra cultura: de aprender e poder utilizar, da liberdade que descobri que existe e que me foi tão difícil conquistar.

Lá eu tinha uma data para 'sumir' e eu podia escolher qual era e mudá-la (pagando uma taxa de apenas $100,00). Aqui eu já não tenho controle (ou tenho?), enfim, não quero adiantar...

Estou em busca de mais coisas das quais sentirei saudade,e tenho certeza de que qualquer lugar que eu decida conhecer e passar um tempo irá me permitir isto: sentir falta.
Ah, o que me falta mesmo são duas coisas: decidir e agir.

Qual será o próximo destino? E quando?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Should I stay or should I go?

I never though I would say that but sometimes I do wanna come back.

That´s right. I had to bite my toungue! That is to say I shouldn´t have been so patriotic while I was abroad. Living far away of all perhaps is not so easy, but, at the same time I have people by my side, to be with me, here they are also to watch my mistakes and stagnation. That´s not comfortable at all! 



And who could tell I would prefer to pass through the storms of life sorrounded by stranges? Well, may e all of you readers, but not me... For me it is a huge, don´t know if it´s good, but certainly a huge surprise!

I am not sure yet if it´s due to the hard times I am passing through down here or if it´s just a meater of lackness: I mean lackness of having news all the time, of practicing another language, of learning something different every single minute, of being brave! Well, now that I am writting I dare to say it is a matter of all that. Isn´t it?

But what should I do? Save money for another journey? Would I be happy then? As a human being I must be aware of the normal dissatisfaction we tend to have with life.

'Yes' I do prefer living with my family and 'yes' I need hem to be fine but I can´t depend on them that way , neither take them with me if I decide to fly back.  I always raised the family flag with pride an I still think it should come first in our lives but sometimes I wonder for how long... Saudade can not kill but lack of freedom... Who knows?

Furthermore it looks like I have lost my goal after coming back and before, well, at that time, my goal was simply to go, to get out of here... And I did it (crying), but I did. Supported by family and friends but I did it, Gosh!

As a brazilian I must say I love our culture but, still, I must confess the survival  here is very sore. Actually I can barely see the reason of being so hard, as I saw no reason in english polite way of being as well. What I am trying to say is that, after having both of these experiences, I have to agree: it´s more logical their way of earning money, at least. For the simple reason that´s more reasonable working for living then living for working. 

From my experience I must say that since it´s so hard to keep by working in the profession I chose, work is just one way to earn money to do the other things I enjoy. Work has become one way to persue some things I want in my life, and that´s include sharing moments and  (why not?) stuffs, with people I love... Considering that I keep asking to myself: should I stay or should I go? And I don´t  think  there is an answer... ´Cause this is real, not royal, you see?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Totalmente pessoal

Há 10 meses atrás planejava ir para o exterior. Não sabia aonde exatamente, mas algum lugar seria e bem longe daqui! Hoje, após seis meses fora, eu vejo o que fica: relembro e aprendo, sem nunca deixar de reconhecer e agradecer. Sim, este post é 'mela cueca', mas com toda a razão de ser.

Motivada por uma amiga que já morava em Brighton (e por sinal continua por lá) tracei um novo rumo, na direção contrária (ou  terá sido paralela? ) ao que vinha trilhando por aqui.

O medo foi inevitável, a dúvida também, mas a geminiana que me aguardava fora do Brasil era menos insegura do que eu. Bateu o pé e tratou de me dar a assistência perfeita para que eu seguisse viagem.  Não falo do meu outro eu, mas da minha amiga Thaís, que do Reino Unido, me guioufeito um 'google maps 'com assistência psicológica gratuita para que eu chegasse até lá. Dito e feito.

Agência de intercâmbio, passagens, aplicação para o visto, transações bancárias  etc e tal... Sim, tive  total apoio da minha família e dos amigos daqui, além de uma terapeuta que  foi mais do que ( o que posso dizer?  Ela foi.), mas quem administrou tudo do lado de lá foi a minha amiga paulistana, que recebeu de braços abertos essa carioca aqui, meu!

Amizade. Não é disso o que todo mundo fala? "Os amigos que fiz., eles fizeram tudo valer à pena"! Eu já saí na vantagem: fui conhecer um bocado do mundo com um amigo garantido por lá.
Hoje revendo a minha agenda de bordo incompleta agradeço, mais uma vez, por ter uma amiga como essa, tão presente quando mais era preciso ser. 

Isto por que dizer-se amigo de longe é fácil, agora neste caso o pacote incluía carregamento de malas, mudança, serviço de tradução ao vivo e telefônico e paciência contra possível incompatibilidade de hábitos. Enfim,  'chegar junto'  não é pra qualquer um e não foi qualquer uma que esteve junto de mim esse tempo todo.


Terminando a leitura (de trás pra frente) das frases de bordo chego à número um:

"No primeiro vôo (do Rio para São Paulo) estava decidida: iria voltar de Sampa, não ía seguir viagem. Tive pânico no avião e senti que aquilo 'não era pra mim'... Acontece que na hora da conexão eu simplesmente esqueci. Passei de um avião para o outro, como quem coloca as mãos no rosto ao espirrar. Hoje eu sei: Deus me guiou até aqui e um anjo me pegou do lado de cá".

Thatilda, aqui estão apenas palavras digitadas (como você não gosta muito de fotos deixei a caricatura que fiz na gaveta, mas dedico esse post à você:
Por todas as crises de choro, conversas e silêncios, por toda revolta e mal humor, ingratidão e bagunça, por todas as dúvidas, exageros, manias e insistências... O obrigada é eterno e, depois de tanta reclamação fica a certeza da imaturidade, mas também da verdade do meu sentimento:  admiração, respeito, gradidão...Amizade!

sábado, 16 de outubro de 2010

De que vale o knowhow?

Voltar ao mercado de trabalho é extremamente mais difícil do que entrar nele. Fato.

Depois de algum tempo desempregada ou sem desempenhar funções na sua profissão acaba-se perdendo a noção das próprias capacidades. Ok. No decorrer do desemprego prolongado descobre-se muitas novas habilidades. Eu, por exemplo,que não lavava um banheiro no Brasil, fui aprender a aspirar o pó dos ingleses, a dar 1p de troco sendo caixa de supermercado. Mas o que faço com todo esse knowhow se não quero continuar trabalhando com isso? Como aplicar essa experiência no que sempre quis e busquei?

Aonde foram parar os houseorgans, o planejamento de comunicação, a assessoria de imprensa e tudo aquilo que procurei entender, que estudei para fazer?
Esse pode ser um post ridículo, que imprime apenas a revolta de uma entre milhares, milhões de graduados desempregados pelo mundo a fora, mas acreditem: é muito mais do que uma constatação. Não coloco nem imagem para ilustrar, é uma necessidade catártica. E não foi daí que nasceram os blogs? Pois então...

Outro dia um 'quase engenheiro' amigo meu me disse:  'Eu não aceitaria um cargo qualquer na minha área por mil reais!  A gente investe em um curso superior pra não ter que se sujeitar a isso! Aliás, quem vive com essa quantia?'. Está bem,  o cara anda meio fora da realidade, afinal  grande parte da sociedade vive  (ou sobrevive) com muito menos do que isso e, além do mais, engenheiros, médicos e advogados são um capítulo à parte. Mas ele não está completamente errado... Foi pelo chamado 'lugar ao sol 'que estudei árduo mesmo.

No entanto eu passo mais horas do que em um expediente tradicional enviando e entregando currículos, fazendo contatos, cadastros, entrevistas, treinamentos não pagos e ás vezes nem o 'não ' eu recebo ao final. Mas nessas horas não faltam pessoas para dizer ‘levanta a cabeça’, ‘um pé na bunda, deve te empurrar para frente e não para o chão!' Bonito, bonito, mas cá pra nós depois de um tempo é difícil manter tanto otimismo Eu sei que vou levantar, ‘dar  a volta por por cima’ e blá blá blá, mas ô! Cansa... 

 Já não me sinto mais apenas uma parcela deslocada da sociedade, mas humilhada! Com que confiança esperam que eu seja capaz de me posicionar em uma possível entrevista de emprego? Talvez com aquela que eu tinha quando tudo o que eu  aprendi a fazer não estivesse no pretérito que chamo de currículo.
Sem experiência não há vaga. Com experiência, é relativo. Graduado perde estágio, estagiário ganha pouco, pós-graduado é a mesma coisa. Com pouco tempo de mercado não é reconhecido, com muito não é valorizado. E por aí vai...

 Agora tenho mais um tópico no meu CV: a tão sonhada experiência no exterior, o inglês maduro, fluente... A capacidade comprovada de conseguir se adaptar a grandes mudanças e lidar com diferentes culturas e, de quebra, um bonito resumè. Mas é aí que me vem a pergunta : alguém vai ler?

sábado, 25 de setembro de 2010

No pic for a bit!

Nada de post por enquanto, isso é mais um aviso: Se você também voltou de intercâmbio agora, ou retornou ao país de origem depois de morar no exterior eu aconselho: evite rever as fotos por um tempo.

Olhar os clicks pouco tempo depois de voltar ao país pode ser 'pesado'. Eu cometi e esse erro duas semanas depois do meu retorno e só tenho a dizer que me deu um aPerto no Peito e um Nó Na alma, que disconsideram qualquer cacofonia: O desejo grita em mim: " Eu quero voltar!'

Será difícil desviar do apelo da família e amigos pedindo o registro de tudo o que você viu por lá...
'Venha e traga as fotos! Eu quero que me mostre tuuuudo!". Mas eu posso te afirmar que é mais fácil  recusar isso do que aguentar o tranco e as lágrimas ao ver os retratos e reviver as lembranças.
Fica aqui o conselho.

domingo, 19 de setembro de 2010

Piece of cake ou café pequeno

Enquanto não decido o que fazer com esse blog depois de retornar ao Brasil, a reflexão segue caminho e os posts também....


Hoje um amigo me disse: 'Pra quem enfrentou 'bons bocados' fora do país aqui será 'piece of cake'...' Mas eu me pergunto: será?

Daqui há algum tempo, talvez, poderei dizer que foi 'café pequeno' (ao menos é o que a minha fé me permite acreditar), mas por enquanto a barra está pesada, mas acho mesmo que esse é o grande barato (alguém ainda usa essa expressão, bicho?). Eu não funciono sob pressão, mas preciso de prazos. Me organizo e faço uma 'list to-do' que enquanto não cumprir eu não sossego. Sei bem que se estivesse na maré mansa era capaz de ficar boiando. Cada 'tick' é um peso tirado das costas , um macaquinho a menos na mente:


The freedom is over? Maybe, I mean, in some ways... But writing in your first language isn´t enough for you?

Se não existe certo ou errado, ser fácil ou difícil é muito relativo... Mas, vai dizer isso pra quem já estava se acostumando a atravessar as ruas  quase sem olhar... Vai  lembrar que as calçadas aqui não são individuais e que o tumulto nas ruas é, além de um incômodo, a  sorte de muitos assaltantes... Discurso anti-patriota? Ok, 'vá lá', posso estar mal acostumada... Afinal uma kettle é mão na obra para quem toma chá, mas pra quem  não abre mão da cafeteira não é lá de grande utilidade...E por aí vai, né? 

Tenho que admitir que a mamata de esperar menos de um minuto pra ter água fervida sem precisar nem abrir o microwave era bom demais, assim como ter quase certeza de que iria viajar sentada, depois de ter pago 'uma nota' no ticket de coach ou train. Além disso aprendi a gostar de ouvir por favor e obrigada (a gente sente as diferenças culturais já no atendimento dos aeroportos), mas o povo aqui tem lá  motivos que expliquem a falta de educação, ainda que não justifiquem o mal humor. 

Saudades à parte o Brasil é este e morar na nossa terra é melhor do que pisar nela. A bem da verdade, que é bela demais, apesar da educação o humor negro de lá tem nuances que nem macaco velho consegue decifrar... E cansa ouvir 'It´s ok, daling' sem saber se é verdade!

Para quem fez intercâmbio como a realização de um sonho pode esperar que será sonho mesmo: tem fim. Aliás acho que é por isso que durante praticamente seis meses não dormi direito e não sonhei enquanto dormia: estava fazendo tudo acordada. Em contrapartida, à exatos 8 dias os sonhos são frenéticos e o sono profundo que dá gosto! 

Respondi ao meu amigo: 'Não está sendo mamão com açúcar não, mas também 'né nada de outro mundo... Estou só no meu país e daqui pra frente o que falta é viver!'