quinta-feira, 29 de abril de 2010

A bit of politics

As eleições aqui na Inglaterra estão chegando e o povo está confuso. No próximo dia 6 de maio os britânicos devem decidir quem será o próximo Prime minister: David Cameron, Gordon Brown ou Nicholas Clegg.
Hoje aconteceu o debate oficial, divulgado pela BBC e, assim como no Brasil, os candidatos puderam expôr suas propostas para o povo. Mas não pense que a educação e formalidade inglesa vetaram o calor dos discursos.

Por aqui a população está muito dividida. A a maioria acredita que Brown (líder do Labour, que antigamente representava a classe trabalhista) será o novo Tony Blair,  o que não é encarado como uma boa escolha.Entretanto a imagem 'bem tratada' do líder do partido conservador, David Cameron, levanta suspeitas dos eleitores e parece moldada  à marketing e capitalismo. Neste cenário Nicholas Clegg poderia ser o preferido dos britânicos, não fosse pelo fato de ser o representante do Liberal Democrats, que nunca esteve no poder.

Esta semana o nome de Brown esteve em destaque, após ele ter negado responder a pergunta de uma eleitora (antiga partidária do Labour) durante um comício. Depois do silêncio infeliz o candidato foi até a casa da britânica pedir desculpas, mas era 'tarde demais'... Já considerado um bigot (preconceituoso) Brown pode perder alguns votos agora na reta final, mas ainda divide a preferência com Cameron, tido como um ator, mascarado pela imagem do 'bom moço'. E o que dizer de Clegg? Good luck and that´s it!

No debate desta noite, que começou às 20h30 e terminou às 22h, a educação refinada dos britânicos cedeu lugar para o calor da disputa e, entre os tópicos em destaque estavam justamente a imigração e o desemprego de jovens com menos de 25 anos. Mas agora é com vocês: me tira dessa!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Jardins de tulipas e calçada de chicletes

Haviam chicletes no meio do caminho, no meio do caminho haviam chicletes...
Depois de apreciar os jardins repletos de tulipas ( que apesar de virem originalmente da Holanda são bem cotadas por aqui ) é interessante observar as ruas e calçadas de Brighton... A sujeira uniforme  é  pitoresca, pois não se vê tanto tipo de lixo na rua, mas muitas guimbas de cigarro e chicletes em demasia.

Isso mesmo: a primeira coisa a me chamar a atenção nas calçadas daqui foi a quantidade de chicletes colados no chão. A Segunda foi perceber que, entre eles, é comum achar moedas perdidas (principalmente as de 2p), mas como o chão fica cheio de bolinhas é difícil perceber, a não ser qued grude o seu pé em algumas das gomas deixadas ali.
Outro dia eu estava deitada no chão de pedras que beira a praia e ao levantar percebi que minha bota estava colada. Acreditam?Até na praia!

Olhando para o chão pode-se ter uma noção da força do hábito de mascar chicletes por aqui, isso explica os dentes maltratados da maioria dos ingleses.



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ganhar e perder são dois lados da mesma moeda

É de dar nó na mente quando a gente perde antes mesmo de ganhar.
Acha estranho? Absurdo? Imagina ganhar uma viagem para Paris e perder no mesmo dia?
Pois foi o que me aconteceu.
Depois de receber a notícia de que havia ganho dois dias e uma noite na famosa cidade do velho mundo deveria estar preparada para o que viria pela frente...
A começar pela noite que antecedia a viagem, repleta de sonhos com a cidade que permeou o meu imaginário a vida toda. Acordo com febre e gripada, mas decidida a chegar da aula e descansar o dia todo até o horário de partida para essa tão querida aventura. E toma-lhe anti gripal!
No meio do dia começaram as arrumações e preocupações básicas como roupas adequadas, sapato, documentos e mochila, que ficaria nas costas o tempo todo.

 Havia conseguido duas folgas no trabalho para realizar este sonho, que mais do que nunca permameceu no lúdico...
Às 10: 05 desci as escadas  depois de me despedir  do pessoal de casa, quando me dou conta de que o passaporte (logo ele) havia ficado no quarto...Subo os 52 degraus novamente, destranco a mala, tranco de novo e enfim... Desço correndo, respirando fundo e já com a imagem daquele ônibus cheio de novas pessoas para conhecer, mas ao virar a esquina: ninguém lá. A praça completamente vazia, a não ser pela presença de bêbados jogados aos pés de um banco.
- Cadê a tal pontualidade britânica?
Agora já um pouco preocupada com a possibilidade de ser em outro local, ligo para uma amiga e peço para ela checar ( já preparada para correr se fosse preciso).
"Juliana, era 10h15 e não 10h30... Volta para casa!"
Preciso dizer algo mais?

De onde vêm tantos bebês?

 Ao andar pelas ruas de Brigthon é impossível não se espantar com a quantidade de crianças nas ruas e mulheres grávidas, principalmente adolescentes.

Em parte é fruto de levarem o que Cazuza chamaria de 'vida louca', por outro lado, as mães recebem um generoso auxílio maternidade de 600 libras para custear os filhotes por um bom tempo.
Essa retaguarda pode funcionar como um belo convite ao sexo desprotegido, principalmente entre os jovens, que  aqui encontram lingeries sexys e pílulas para ajudar a ereção nos banheiros das boates.

Ainda que, possivelmente, essa realidade reflita numa queda no número de abortos, é assustador  ver o tamanho das famílias com membros de tão pouca idade. Aliás não é comum vê-los todos juntos. Em geral as mães ficam em casa e os pais saem para fazer compras e levar os pequenos à passeios dominicais.
Ai ai. cultura que segue...



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Meio fio

Pensando em dar uma volta? Well, transporte em Brighton é algo bem interessante porque  há para todos os gostos: da bicicleta (muitas) aos trens, dos carros mais fashions ao charmoso ônibus de dois andares. Mas o bom mesmo é a 'falta' de trânsito aqui. Exceto um final de semana indo à linda Seven Sisters não presenciei um engarrafamento com mais de 30 minutos.

Nas ruas os carros ficam mais estacionados do que trafegando, o que deixa a cidade mais bonita devido à  diversidade de estilos de automóvel que se encontra por aqui. Outro dia, entre os vários tipos de dirigíveis a brasileira que vos escreve teve uma calorosa surpresa ao ver um micro-caminhão, se é que se pode descrever assim, completamente estampado com a bandeira do Brasil (vide foto).  E bateu aquela saudade!

Por aqui é de admirar também o respeito aos sinais de trânsito e pedestres (isso também por parte dos ciclistas e motociclistas). Quando não estão nas vias próprias para o transporte, a maioria dos condutores veste uma roupa neon, para evitar acidentes, e para em todos os sinais de trânsito.

No calçadão os pedestres detêm-se à área de caminhada, respeitando a ciclovia, enquanto os carros e ônibus trafegam paralela e harmoniosamente pelas ruas da seacost. Isso porque os barulhos são outra coisa marcante sobre o tráfego na cidade balneária. É muito raro ouvir buzinas e discussões entre os motoristas, entretando as sirenes de ambulância e bombeiros são uma constante. (Querem tentar advinhar o motivo? Uma dica: a noite por aqui é bem agitada).

Sobre os carros de polícia? Bem, são um capítulo à parte, já que a passividade parece imperar por aqui. Fica para um outro post.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Diário de bordo: Uma estranha no ninho

Sentir saudade de casa é algo comum quando se está distante, mas o que se pode tirar de proveito desse sentimento? Misture-se!

A palavra mais brasileira do mundo não tem tradução, mas saudade representa muito mais do que a simples falta de algo ou alguém. Em geral nasce daquela sensação de não-pertencimento, o que é muito comum quando se está no exterior.
Observar as diferenças de um país para o outro é interessante, mas mais ainda é perceber a variedade de comportamentos das pessoas diante das mesmas situações. Ok, isso é algo que se pode fazer em qualquer lugar, mas para se ter diferenças mais marcantes não há nada melhor do que o convívio com uma outra (ou outras) nacionalidade(s). You should try:
Ao invés de se apegar a 'saudosa maloca' mergulhe fundo na realidade do local, até para que a saudade tenha mais sentido. É melhor descobrir do que, de fato, você sente falta do que apenas sentir, não acha?

Ao chegar em outro país muitos brasileiros adotam discursos do tipo' Ah, mas no Brasil não era assim, era assado, melhor...' Well, largue mão disso, porque só vai te render olhares atravessados e te deixar frustrado. Não estou dizendo para aceitar tudo nem acreditar que o que tínhamos não era tão bom, mas  para aproveitar as diferenças e treinar sua capacidade de observação. Por quê não?
Assim, ao invés de reclamar você pode aprender a discernir muitas coisas e, provavelmente, se divertir um bocado! (alguém ainda usa essa palavra?) Anyway...

Para mim o clichê faz todo o sentido: 'Não há lugar como o nosso lar', mas enquanto não volto, é em Brighton que devo me despir das asas de Zé carioca e me misturar com as gaivotas (a inglaterra é cheia de gaivotas).

domingo, 18 de abril de 2010

Bet on it and cross your fingers!

Entre o hábito de beber álcool, café e comer queijos feitos com fruta os ingleses têm um outro costume, que é o de fazer apostas em animais: cachorro e cavalo principalmente. Isto sem falar na mania de apostar em jogos de azar.

 Ao entrar em um bingo ou cassino você pode ficar surpreso com a quantidade de pessoas que passam horas entre os salões de veludo, esperando pelo barulho das moedas nos seus potinhos. Quando saem de lá e vão às compras ainda costumam pedir um ticket de loteria para cada dia da semana. Isso não é raro... Me pergunto: Are they addicted?

Esses costumes são comuns em Londres, na capital, e também em cidades pequenas como Brighton. Sigo me questionando: Será que essa espécie de vício está relacionada com o valor dos aluguéis aqui? Sim, porque para pagar 90 libras por semana em um quarto é preciso torcer muito para não passar perrengue, não acham?

'On sharp'

Horário na Inglaterra: esse é um assunto interessante para escrever aqui.
Se você precisa usar o transporte público fique muito atento aos horários pois eles seguem à risca a hora determinada (muito raramente UM SEGUNDO a mais ou a menos).Afinal de contas são o exemplo, já que Londres é uma referência no horário mundial.





Lembre-se: em Londres está situado o Big Ben (relógio mais famoso do mundo), que representa o valor de se determinar e respeitar o tempo.

Tanto na capital como em cidades vizinhas, como Brighton, os principais pontos de ônibus tem um quadro discriminando os horários de cada linha e uma tela que é atualizada há cada minuto, com os nomes e horários dos 'carros' que estão a caminho (due to).

Os brasileiros têm uma tolerância maior para atrasos porque, afinal de contas, um minuto não é atraso. É? Sim. Ontem perdi um trem porque meu celular estava um pouco atrasado e cheguei 10h04 na plataforma, enquanto o horário de partida  do trem era 10h03. Ainda pude ver a traseira dele abanando para mim...
Me senti mais brasileira do que nunca, indignada com o que chamam de atraso, mas aqui é assim.

O lado bom é que se você, por exemplo, tem um compromisso marcado e foi para o ponto do ônibus ciente do horário saberá exatamente o horário de chegada no local de destino.
Embora fique difícil dar a velha desculpa de que 'o ônibus atrasou' tem-se mais sucesso na programação do dia.
Informe-se:
http://www.buses.co.uk/
http://www.sothernrailwail.com/

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Às compras!

Quando o assunto é alimentar a dispensa vale à pena se informar sobre os preços, pois Brighton é lotada de lojas de conveniência, o que nem sempre é conveniente para o bolso.

Entre os supermercados com preços mais acessíveis destacam-se o Asda, situado próximo à Marina, e o Tesco, que tem diversas filiais espalhadas pela cidade e o 'Big Tesco', no final da Church Road. Em ambos o atendimento é considerado de ótima qualidade e as promoções estão sempre mudando: é bom ficar de olho!

sábado, 10 de abril de 2010

"Eu acordo pra trabalhar, eu durmo pra trabalhar"

Não é lenda nem exceção: trabalhar no exterior é difícil demais. Ou por falta de oportunidade ou por excesso de sub-funções. Sim, todo o trabalho dignifica o homem, mas aquele do qual não se faz parte perde o sentido.
Com a crise econômica na Europa muitos estrangeiros deixaram de acreditar em vir morar nessas bandas para fazer dinheiro. Ainda sim é extremamente comum que pessoas venham estudar línguas e precisem trabalhar para financiar a empreitada. Em outros casos o trabalho é o exercício da língua: serve como aula prática.
 Mas será que você está preparado para o que vai ter pela frente?
Fazer faxina é algo comum, mas não tão 'duro' quanto no Brasil. isto é, se você gosta ou consegue carregar muito peso. Enquanto os brasileiros se concentram mais em 'lavar roupa todo o dia' o lance aqui é arrastar móveis, tirar o pó, mudar a mobília...Questão de se acostumar.
Se você já trabalhou em uma fábrica antes não venha achando que aqui será a mesma coisa: sabe aquelas 'pessoas invisíveis' pelas quais passamos e apenas dizemos bom dia? Seremos eles. E sabe o que eles fazer? A mesma coisa durante 8 horas. A gente ouve dizer sobre isso, até temos vimos em Tempos Modernos, com o querido Chaplin, mas imaginando é bem diferente. O tédio pode causar stress, depressão e pensamentos nunca dante cogitados.
 E o que dizer de trabalhar em restaurante? Como waitress é quase a mesma coisa exceto pelo detalhe de que, dependendo do seu nível de inglês, você tenha que pedir para o cliente apontar, desenhar, fazer mímica...
Trabalhar é preciso, viver não é preciso... Alguém disse isso?
Enfim, essa é a sensação que costumamos sentir quando estamos no exterior... Esse post pode parecer meio pessimista demais, pois, é claro, que são muitos e variados os casos de estrangeiros a trabalhar fora do país. Mas as piores advém do pensamento do patrão de que todo estrangeiro é imigrante. Imigrante e escravo são sinônimos? Às vezes parece que sim...


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Alô!?

Os detalhes tão pequeno que se perpetuam nas relações humanas podem fazer uma grande diferença no exterior. Falar ao telefone fora do Brasil, por exemplo, é uma boa forma de se perceber as diferenças de cultura e hábito.

Se você, como eu, tem o hábito de começar a ligação com um 'Oi, tudo bem?' pode parar de esperar alguma resposta de volta... Pelo menos na Inglaterra. Caso insista em perguntar 'Como vai?' é possível que receba um "Estou te ouvindo..."- 'na lata'.

No mais não há muito mistério... O código dó Reino Unido é 44 e a Embratel, sem merchandising nenhum, auxilia a fazer ligações do Brasil para cá:  basta discar 0800 e informar o número com o qual deseja falar.

Por mais charmosas que as cabines de telefone sejam na Europa eu não indico usar o serviço público, exceto em caso de urgência. É comum perder alguns p ou pounds, mesmo sem ter compeltado a ligação.
Na parte dos mobiles (como eles chamam o celular aqui) é importante saber que os números começam com 0, mas se liagação fôr de outro país para cá disque 00-21-44 e o número do celular sem o 0 que o antecede.

 Entre as companhias de celular mais visadas destacam-se a 3 e a Orange, ambas com preços acessíveis para aparelhos ex: Um aparelho com skypephone - 'pay as you go' (vulgo celular de cartão)= 30 pounds + 10 da primeira carga de crédito (obrigatória).
É isso aí, 'hang on' until the next post'

segunda-feira, 5 de abril de 2010

As sete maravilhas de Sussex

As sete colinas ladeadas por uma praia são a atração principal do Country Park Seven Sisters, o que não deixa muito atrás  os jardins e lagos que preenchem aquela imensidão natural. Há poucos minutos de distância de Brighton & Hove você encontra um ótimo lugar para se divertir e se exercitar.

Visitar as Seven Sisters é um passeio que cabe no clichê 'para toda a família' e você pode comprovar isso assim que chegar ao local: verá muitos idosos com cajados, crianças com bicicletas e jovens fazendo uma bela caminhada.

Ao contrário de muitos pontos turísticos o passeio vai muito além do que o nome diz. Isso porque além das sete montanhas os turistas ainda podem  visitar a área de informações e história da região, fazer picnics, acampar, andar de caiaques, dar umas pedaladas (por caminhos cimentados ou não), apreciar as ovelhas, visitar uma praia paradisíaca e ainda descobrir lugares inusitados dependendo do rumo que tomarem.

Partindo de Brighton, os ônibus que vão para Sussex e param nas 7 Sisters são o 13, 12 e 12A, sendo que o primeiro não faz tantas paradas e embora o caminho até o paraíso, ou melhor, ao parque seja lindo, quem não tem muito tempo deve calcular aproximadamente uma hora para chegar até lá.

O que faltou: lixeiras em toda a extensão do parque. Para uma área ecológica essa é uma falta grave, que provoca a deseducação ambiental.

Easter Holiday

Aqui na Inglaterra não se vê tantos ovos de páscoa lotando os supermercados, mas o feriado é mais longo do que no Brasil.

Além da sexta-feira, o comércio também fica fechado na segunda-feira de páscoa e as pessoas trocam o trabalho pelo passeio na praia, ou algo mais não-convencional.

Alguns pequenos chocolat egg´s e nada mais... A seacoast de Brighton fica lotada de famílias de moradores locais e arredores, principalmente Londres.

Se um feriado provoca isso imaginem como será verão? Mas é isso que os donos de restaurantes localizados à beira-mar estão esperando... Eles já estão em ritmo de alta temporada e, no feriado, além do almoço garantido os passantes podiam conferir barraquinhas com guloseimas de várias nacionalidades.
É isso aí: menos ovo, mais descanso!

domingo, 4 de abril de 2010

Até seu corpo se acostumar

'Um dia frio, um bom lugar pra...'Sim, Djavan está certo:'...  ler um livro'. O frio congela algumas de nossas ações, outras tantas ele atrapalha, por isso quando desembarcar nessa terrinha é importante estar ciente de algumas coisas:
O esquema na Inglaterra é variar pra não cansar.Organizar o seu tempo para horas de sossego e de diversão, porque, é impressão minha ou o corpo da gente (brsileiros) fica mais cansado no frio? Não digo preguiça, mas cansaço mesmo.
Outro dia deletei todas as fotos da minha máquina porque não estava sentindo os meus dedos. Se tivesse ficado parada... Por outro lado, não teria visitado lugares maravilhosos se obedecesse o desejo das minhas pernas de ficarem quietas.
 Talvez o fato de usarmos bastante a 'body language' aqui ocasiona essa sensação de fadiga física... isso sem falar na estafa mental que advém do mix de línguas e o esquema errado de traduzir tudo para a nossa língua nativa.
 Em Brighton existem vários locais de terapias alternativas e espaços de Yoga ( quase todos pagos ) e não é por acaso, o tempo frio aumenta as chances de aparecerem doenças advindas do sedentarismo ou depressão.
No final tudo vale à pena, mas é preciso estar atento ao que o seu corpo pede, antes dele começar a gritar! O mesmo com a mente: siga equilibrando pensamento e relaxamento que será mais fácil se adaptar.

sábado, 3 de abril de 2010

Ao oeste e além!

Feriado de páscoa, brasileiros na inglaterra e a programação?
Depois de uns cliques e algumas indicações a escolha foi feita: destino, Arundel!
A pequena vila ao oeste de Brighton-UK é como vemos nos filmes e imaginamos nos livros de história medieval. Visitar esta cidade é certeza de ádquirir belíssimas fotos e uma experiência incrível de teletransporte.
O Arundel Castle é parada obrigatória e já na primeira curva depois da entrada principal, a lateral do castelo invade a visão dos turistas, quase que trazendo uma trilha sonora... Ao lado dos muros, um jardim um tanto quanto brasileiro, já que o azul do céu e o verde da grama estavam tingidos pelo amarelo das inúmeras flores que já aparecem na primavera.
 Foram apenas 4,20 libras para ir`de Brighton à Arundel e mais 13, 50 (preço de estudante) para visitar tudo o que há dentro e nos arredores do Castelo.
Sabe quando o dinheiro é bem empregado? Pois então- Tudo valeu à pena: o lago, a horta, a igreja (dividida em duas partes, por consequência do capitalismo advindo dos cardeais) e, é claro, os aposentos da construção. Das áreas cobertas a biblioteca é, sem dúvida, um dos ambientes mais belos e, particularmente, o mais emocionante!
Depois de 4 horas de passeio ( que poderiam se extender sem problema algum ), os pubs e igrejas da cidade são a melhor pedida. Acho que deve ser um bom local para passar a lua de mel. Calmo, romântico, aconchegante...
Um pouco afastado do centro fica o bar mais tradicional de Arundel: o Black Rabbit está localizado nas margens do rio Avon, que corta a cidade ao meio e ajuda a compôr a beleza do lugar. A caminhada até ele é um passeio agradável para fazer com amigos, família e, porque não, 'de mãos dadas'?
Ao horizonte, como em quase toda a extensão da cidad,  é possível apreciar mais uma vez o majestoso castelo cinza.
Nesse pub os pratos são diversificados (portanto, tomem cuidado com a pimenta e os molhos agridoces, você pode estranhar). Os clientes podem escolher sentar na beira do rio,ou no interior do Pub, onde foram escritas frases inusitadamente interessantes em cada uma das paredes.
Ao retornar pode ser que alguns patinhos ou até mesmo um cisne lhe faça companhia, andando por entre as árvores secas e folhas caídas no chão...
Mais informações: http://www.arundel.org.uk/