quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Totalmente pessoal

Há 10 meses atrás planejava ir para o exterior. Não sabia aonde exatamente, mas algum lugar seria e bem longe daqui! Hoje, após seis meses fora, eu vejo o que fica: relembro e aprendo, sem nunca deixar de reconhecer e agradecer. Sim, este post é 'mela cueca', mas com toda a razão de ser.

Motivada por uma amiga que já morava em Brighton (e por sinal continua por lá) tracei um novo rumo, na direção contrária (ou  terá sido paralela? ) ao que vinha trilhando por aqui.

O medo foi inevitável, a dúvida também, mas a geminiana que me aguardava fora do Brasil era menos insegura do que eu. Bateu o pé e tratou de me dar a assistência perfeita para que eu seguisse viagem.  Não falo do meu outro eu, mas da minha amiga Thaís, que do Reino Unido, me guioufeito um 'google maps 'com assistência psicológica gratuita para que eu chegasse até lá. Dito e feito.

Agência de intercâmbio, passagens, aplicação para o visto, transações bancárias  etc e tal... Sim, tive  total apoio da minha família e dos amigos daqui, além de uma terapeuta que  foi mais do que ( o que posso dizer?  Ela foi.), mas quem administrou tudo do lado de lá foi a minha amiga paulistana, que recebeu de braços abertos essa carioca aqui, meu!

Amizade. Não é disso o que todo mundo fala? "Os amigos que fiz., eles fizeram tudo valer à pena"! Eu já saí na vantagem: fui conhecer um bocado do mundo com um amigo garantido por lá.
Hoje revendo a minha agenda de bordo incompleta agradeço, mais uma vez, por ter uma amiga como essa, tão presente quando mais era preciso ser. 

Isto por que dizer-se amigo de longe é fácil, agora neste caso o pacote incluía carregamento de malas, mudança, serviço de tradução ao vivo e telefônico e paciência contra possível incompatibilidade de hábitos. Enfim,  'chegar junto'  não é pra qualquer um e não foi qualquer uma que esteve junto de mim esse tempo todo.


Terminando a leitura (de trás pra frente) das frases de bordo chego à número um:

"No primeiro vôo (do Rio para São Paulo) estava decidida: iria voltar de Sampa, não ía seguir viagem. Tive pânico no avião e senti que aquilo 'não era pra mim'... Acontece que na hora da conexão eu simplesmente esqueci. Passei de um avião para o outro, como quem coloca as mãos no rosto ao espirrar. Hoje eu sei: Deus me guiou até aqui e um anjo me pegou do lado de cá".

Thatilda, aqui estão apenas palavras digitadas (como você não gosta muito de fotos deixei a caricatura que fiz na gaveta, mas dedico esse post à você:
Por todas as crises de choro, conversas e silêncios, por toda revolta e mal humor, ingratidão e bagunça, por todas as dúvidas, exageros, manias e insistências... O obrigada é eterno e, depois de tanta reclamação fica a certeza da imaturidade, mas também da verdade do meu sentimento:  admiração, respeito, gradidão...Amizade!