domingo, 20 de junho de 2010

Confesso

O que uma jornalista brasileira tentando aprender inglês pode fazer na Inglaterra?

Além dos trabalhos de freelancer na área e posteriormente traduções, os coleguinhas podem encarar o momento como uma oportunidade única de desempenhar funções que, no Brasil, raramente pensariam em desempenhar, tais como garçom ou garçonete, lixeiro ou faxineira. São trabalhos bem remunerados e podem contribuir para os dias de turista no exterior.

Se mudar é algo difícil mudar-se é ainda mais árduo, se é que me fiz entender. Viver fora do seu país é, entre outras coisas, uma chance de transformar seus preconceitos em  esquecimentos e a verdade em pura relatividade. Sim, as dificuldades são muitas, mas também as  novidades e o novo, ainda que assuste, oferece inúmeras vantagens.

Trabalhando como caixa de supermercado e cleanner eu posso dizer que o meu inglês agradece, mas a saudade de desempenhar uma função na minha área é tão forte que findou com as que tinha quando estava no meu país acerca de enfrentar o competitivo mercado da comunicação.
Contudo, se optar em não trabalhar o então jornalista terá muito tempo para passeios culturais e turísticos, o que não acontece com aqueles que precisam  sustentar a empreitada de estudar no exterior. Mas o que não faltam são estudantes  livres, ou melhor, soltos por aí, adotando a rotina brtânica, pulando de café para pub´s.
Confesso: esse blog é uma forma de manter o contato com a escrita (em português). Ainda que saiba que o foco agora é a língua inglesa, me permito suprir essa necessidade humana de garantir que as raízes estejam firmes, enquanto as folhas enfrentam os dias de sol e de chuva na superfície.
Um parágrafo póético demais e nada jornalístico esse aí de cima, mas ainda assim comunicação, ainda assim escrita: coisas que me levaram até a escolha da minha profissão.

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