sexta-feira, 23 de julho de 2010

MELHOR DO QUE PREVENIR É 'REMEDIAR'

Ter saúde é o mais importante, portanto, este é um assunto que não podemos deixar de lado. Ter a virtude de nascer saudável é o primeiro passo, mas manter-se desta forma é essencial. Em se tratando de estrangeiros o nível de importância destinado à saúde aumenta consideravelmente.

O que a gente quer quando está doente? Casa, colo e cuidado. São  três C´s que levam a um quarto: a cura. Quando não temos isso tudo fica mais difícil e mais demorado. É o que acontece quando ficamos dodói no exterior. Entre as coisas que teremos que nos acostumar e as saídas que encontraremos como forma de melhorar estão o tempo e perfil da assistência médica e o financiamento para tal, o tratamento medicamentoso e a dificuldade de falar sobre o seu caso clínico.

Nada disso é um bicho de sete cabeças, mas pode parecer com um, quando estamos passando por um momento de fragilidade física. Por isso é importante tomar algumas precauções antes de levantar vôo. Fazer um check out e definir possíveis alergias à substâncias químicas é, sem dúvida, uma decisão sábia a se tomar. Da mesma forma levar 'todos' os remédios dos quais faz uso diário e aqueles de que fez uso recentemente (é melhor prevenir E 'REMEDIAR'). Se possível é interessante trazer também as receitas dos respectivos, pois nunca se sabe quem  pode querer checar a sua mala e se irá simpatizar com a sua farmácia 'de mão'.

A maioria dos medicamentos brasileiros pode ser encontrada aqui na Inglaterra, mas não com a mesma facilidade. Além da comercialização e dos nomes serem diferentes, vale`a pena lembrar que aqui as farmácias não são consideradas essenciais. Por mais incoerente que seja é possível encontrar restaurantes e pubs abertos até às quatro da madrugada, mas impossível  achar uma farmácia aberta depois das seis da tarde. Se precisar comprar algum remédio depois desse horário terá que optar por um tratamento de choque e ir direto ao hospital. Falando nisso, aqui cada pessoa deve ter o seu GP (general practitioner), um médico particular (como antigamente tinhamos o médico de família). Somente a partir disso é possível receber o atendimento de emergência no hospital. Do contrário tem a opção de procurar por algumas clínicas que prestam atendimento imediato (sem contar, é claro, com as horas de espera na fila), para no final da consulta ouvir uma palavra conhecida: é isso aí: Paracetamol rules! Aqui eles prescrevem somente isso para quase tudo, independente do que você esteja sentindo...

Provavelmente, depois de ler este post você está pensando em pagar por um seguro de saúde antes de vir. Well, não é má idéia, mas também não é a solução de todos os possíveis problemas. Ainda assim terá que passar pela tele- burocracia (cujo 0800 não é de graça!!!) e explicar seu caso clínico por telefone, enquanto a equipe do seguro procura por algum médico cadastrado próximo a região em que você está.

A lista de benefícios da maioria dos seguros é enorme: estou pensando em fazer uma contendo apenas as falhas. No topo da  listagem estará a palavra EMERGENCY: o que será que isso significa? Por que, pela demora no atendimento e o questionário feito antes de encaminhar o médico ou informar o endereço pelo qual o paciente deve procurar é difícil de acreditar que tem o mesmosignificado que a palavra EMERGÊNCIA. Mas acho que em ambas as línguas: português e inglês, a definição original vem sendo desrespeitada há tempos!

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